Tudo bem que me agradar não é uma missão difícil. Eu assisto coisas, ouço coisas, vejo coisas, e precisa ser algo muito absurdo para que eu ache ruim. De todo modo, o novo filme do Superman, dirigido pelo James Gunn, é realmente um filme sensacional.
O início do filme já me chamou atenção, porque semelhante ao que foi feito com o Homem-Aranha do Tom Holland, foi cortada toda aquela enrolação no início da história. Ninguém mais quer saber disso, essa é a verdade. A gente sabe a história, como aconteceu, e quem ele se tornou. A história parte já do Superman tomando uma surra bacana de um robô criado por—obviamente—Lex Luthor.
A trama do filme gira em torno da clássica briga entre Superman e Lex Luthor, que veio investindo sua fortuna em armas capazes de conter o Superman, para que ele se tornasse um novo líder mundial. Nada que a gente nunca tenha ouvido falar em outras histórias. O interessante é em como a tecnologia desenvolvida por Luthor vem sendo explorada, além de como o seu poder afeta até mesmo a própria política.
No filme, somos apresentados a Krypto, o supercão, e a Fortaleza da Solidão, uma espécie de sede ou refúgio de Superman, onde robôs vivem lá programados para ajudar o herói quando está ferido. Essa introdução já é logo nos primeiros minutos do filme, que mostra também uma gravação dos pais biológicos de Clark, pouco antes de o mandarem para a Terra.
A mensagem, que está cortada provavelmente por alguma interferência técnica, da a entender ter um tom amistoso, em que Superman é enviado para lá para ajudar. Entretanto, descobrimos que na verdade, Superman é enviado para governar o plano Terra, quando Luther consegue invadir a fortaleza e, com uma espécie de “mulher tecnológica”, consegue recuperar. E claro que como um bom antagonista, ele divulga essa mensagem para todo o mundo (ou toda Metrópolis, vai saber).
Nesse instante, um efeito Twitter ocorre: as pessoas que amavam o Superman em questão de segundos passaram a odiá-lo.
Superman decide se entregar para as autoridades, o que é algo bem diferente do que ocorre em Homem de Aço. Luthor usa sua tecnologia para realmente conseguir conter Superman, e o prende dentro de uma dimensão artificial, junto com uma série de outras pessoas e seres. trancado junto com um ser chamado Metamorfo, que consegue fazer com que seu corpo crie quase toda matéria no universo, ele mantém Superman enfrequecido ao transformar seu braço em kriptonita, enquanto seu filho está sendo refém de Luthor.
Usando do poder da amizade e da empatia, Superman convence Metamorfo a ajudá-lo recuperando seu filho, consegue escapar da dimensão, sai para tirar um ronco na fazenda em que viveu quando jovem, consegue impedir a cidade de ser literalmente partida no meio, e ainda somos recepcionados por uma cena de Krypto surrando Luthor no estilo Hulk e Loki.
Pra finalizar, quero adicionar que gostei muito da atuação e da caracterização do ator David Corenswet como Superman. É muito viva e impressionante a diferença entre Clark Kent e Superman. Sobre a atriz Rachel Brosnahan, prefiro deixar meus comentários para uma outra publicação falando da série que ela protagonizou, The Marvelous Mrs. Maisel, série espetacular que terminei de assistir junto com a minha esposa deve fazer cerca de 1 mês.
Enfim, filmasso.